quinta-feira, 29 de março de 2012

O Crucifixo e o Poder Juduciário no RS.

O advogado Antônio Carlos Gomes Nunes, de Porto Alegre, publicou na edição de domingo, dia 18 de março pp., no jornal Zero Hora uma crônica sobre o pedido das “lésbicas gaúchas”, sugerindo às autoridades competentes, a retirada do Crucifixo de todas as dependências do poder Judiciário no Estado do Rio Grande do Sul.
Esse artigo merece nosso aplauso, o de qualquer cidadão que tenha sensatez e respeito às tradições cristãs do nosso povo.
      Associando-me ao Dr. Gomes Nunes, desejaria acrescentar complementos ao seu texto.
      Comecemos por esquecer que Jesus é venerado como uma Pessoa Divina, a qual, tendo assumido a natureza humana, teve um objetivo generoso: o de reconduzir os homens à sua condição de filhos adotivos de Deus. Demos um passo mais: consideremos tal intenção uma ficção teológica. Esqueçamos, também, que sem o Cristianismo, as múltiplas declarações, - mesmo a da Revolução Francesa - sobre os Direitos Humanos talvez não tivessem sido possíveis.
      Admiro-me,ou antes, me espanto de que pessoas cultas tenham tido idéia tão infeliz, para não dizer “vingativa”.
Notem bem: refiro-me à imagem do Crucificado.
Jesus não pertence mais aos cristãos. É a figura humana mais prototípica de um injustiçado. Se Jesus está exposto nas dependências do Judiciário é por uma razão a-católica, ou supra-católica. Ele está ali para lembrar aos juízes e advogados que o maior Inocente que já houve na História foi condenado sem culpa, foi submetido ao pior suplício da época, por um representante de um regime imperialista, o dos Romanos. A rigor, Jesus não foi condenado pelo Sinédrio Judeu, mas por Pilatos, em nome do Imperador Tibério.
Portanto, quando um réu olha para a imagem do Crucifixo,numa dependência do Judiciário, não olha, propriamente,para o Fundador do Cristianismo, mas para  o de um homem, que representa todos os homens, cujos direitos foram violados gravemente.
É preciso repelir esses ataques das minorias que, depois de terem sido atacadas durante séculos, pelas maiorias, começam a imitar o pior Cristianismo que já houve, o do Imperador Teodósio Magno (346-395 d.C.), um dos sucessores de Constantino, que sendo cristão, esqueceu que seus irmãos tinham sido perseguidos, e por isso perseguiu os antigos perseguidores dios cristãos, os pagãos.
As lésbicas têm sido perseguidas, isto é, discriminadas, em nossa sociedade. Têm sido objeto de exclusão, e até, de um intolerável desdém. Seria ótimo se elas se lembrassem de seus perseguidores, e por sua vez, não perseguissem ninguém.
Se, por acaso, o corpo semi-nu de Cristo, exposto na Cruz, lhes evocar o machismo, causa-mor do desprezo que se4mpre sofreram, prescindam desse detalhe, uma vez que  a nudez sempre foi a marca das vítimas.
Li, certa vez, que até na China, onde a nudez em Arte praticamente nunca existiu, ela era admitida em se tratando de criminosos.
Nosso mundo está necessitando de maior largueza intelectual, e de um pouco de sal mental, o do humorismo. As pessoas parece que tendem a levar-se muito a sério.
O demasiado sério é ridículo.

Um comentário:

  1. "Todos precisam de alguma idiotice para ser levado a sério, a seriedade em demasia é apenas camuflagem para estupidez!"

    A Sábia Ignorância:
    http://asabiaignorancia.blogspot.com.br/2012/03/cogito-ergo-sum.html

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