terça-feira, 15 de março de 2011

Orar Hoje: Um Anacronismo? (I)

Muitos católicos, em época recente, perceberam que uma dimensão importante da fé cristã se havia debilitado nas últimas décadas: a oração. Daí terem surgido, em quase todas as nações católicas do mundo, grupos de oração.
Às vezes, tais grupos, impulsionados por imprudente entusiasmo, chegaram a dar a impressão de que a fé católica podia reduzir-se à oração, à prática de devoções cotidianas, à recitação de fórmulas privilegiadas.
Não há dúvida de que existe, nessa retomada da piedade individual e coletiva, um elemento precioso da condição cristã.
Uma secção do Novo Catecismo da Igreja Católica, publicado com a aprovação do Papa João Paulo II em 1993, parece não ter sido suficientemente meditada até hoje: a Quarta Parte.
O Novo Catecismo, como sabemos, foi dividido em quatro partes: I. A Profissão da Fé; II. A Celebração do Mistério Cristão; III. A Vida em Cristo; IV. A Oração Cristã. Na edição brasileira, as páginas dedicadas à oração encontram-se nas páginas 655-734. (Petrópolis- São Paulo, Editora Vozes em Co-edição com Edições Loyola, 1993.).
O Novo Catecismo da Igreja Católica é uma obra-prima de lucidez cristã, de síntese e clareza doutrinal. Infelizmente, amainado o entusiasmo inicial da publicação em 1992, a maioria dos católicos não voltou mais a ele. Uma atitude dessas, num mundo como o nosso, poluído por afirmações frívolas, por heresias disfarçadas de cientificismo, por tomadas de posições pretensamente éticas e pretensamente modernas, acaba sendo não só incompreensível, como geradora de desequilíbrios espirituais.
Convém, a titulo de lembrete humorístico, reportar-nos a um fato histórico: nos velhos tempos da Revolução Comunista de Mao-Tse-Tung, havia um livro que era tido em alto conceito O Livro Vermelho (o qual continha as citações essenciais do Líder Chinês). Era uma espécie de “Credo” da fé marxista. Naquela época - servindo-nos da célebre exclamação de Arthur Rimbaud: Oh estações, oh castelos! – pode-se afirmar que, além de estações e castelos, existiam também marxistas de convicção!
O Novo Catecismo, dentro do que é possível condensar-se, em termos de “inteligência da fé”, no exíguo espaço de 831 páginas, não pode ser melhor.
Jamais entendi porque, nas pregações que ouvi nas diversas igrejas que freqüento, sacerdote algum nos recomendou sua leitura.
Por que terá acontecido isso?
Possivelmente por uma razão: nossos párocos deviam supor que seus paroquianos já sabiam o que nele se continha.
Para falar a verdade, há muito tempo um grande pensador francês implicou com essa mania brasileira de “já saber” das coisas, antes que alguém fale com competência sobre elas.
Vai alguém falar sobre o átomo? O brasileiro já sabe. Vai alguém referir-se à biologia molecular? O brasileiro já sabe. Alguém resolve discorrer sobre os avanços da oncologia internacional contemporânea? O brasileiro já sabe.
E realmente: sabe alguma coisa!
Não existe povo mais curioso do que o povo brasileiro. Mas digamos a verdade n sua versão completa. Sim, as pessoas já sabem, porém o que sabem, o sabem mal. Sabem porque conseguiram pegar o rabinho de um rato, ou de outro bicho (não me lembro mais!) de uma história que ouvi na minha infância, quando esse rabinho salvou a meninazinha que ia ser comida pela Bruxa. A menina mostrava à Bruxa o rabinho, cada vez que esta queria certificar-se do grau de gordura da vítima!
A estas alturas, citemos, de uma vez, o autor que implicou com o já-sabia dos brasileiros: o etnólogo Claude Lévi-Strauss, que esteve no Brasil, a partir de 1935, onde lecionou na USP.
No seu clássico Tristes Trópicos (Lisboa, Portugália Editora; 1955), ele começa seu depoimento assim:
- Em 1935 os Paulistas vangloriavam-se por se construir na sua cidade em média uma casa por hora. (Ibid. p. 119).
Depois dessa irônica barretada ao ufanismo nacional, o etnólogo evoca os tempos de seu magistério na USP. É delicioso ler o que ele escreve sobre “a elite paulista” da época.
Antes de tudo, Lévi-Strauss observa que “os nossos amigos não eram pessoas, mas sim funções, cuja lista tinha sido estabelecida mais em virtude de sua importância intrínseca do que das suas disponibilidades. Havia o católico, o liberal, o legitimista, o comunista; ou noutro plano, o gastrônomo, o bibliófilo, o apreciador de cães (ou de cavalos) de raça, de pintura antiga e de pintura moderna; havia também o erudito local, o poeta surrealista, o musicólogo, o pintor”. (Ib.p. 124).
A seguir, Lévi-Strauss passa a falar sobre “o apetite enciclopédico” de seus universitários:
- O Brasil culto devorava os manuais e as obras de divulgação.
Reserva, todavia, o seu bisturi para o seguinte tumor de nossa pseudo-cultura:
- Quanto aos nossos estudantes, queriam saber tudo. Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente merecia ser considerada. Fartos dos festins intelectuais do passado, que de resto só conheciam de ouvido, pois nunca liam as obras originais, mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. Seria preciso, no que lhes diz respeito, falar de moda e não de cultura: idéias e doutrinas não apresentavam aos seus olhos um valor intrínseco, eram apenas considerados por eles como instrumentos de prestígio cuja primazia tinham que obter. O fato de partilhar uma teoria já conhecida era o mesmo que usar um vestido pela segunda vez; corria-se o risco de um vexame. Em contrapartida, verificava-se uma concorrência encarniçada, com grande reforço de revistas de divulgação, periódicos sensacionalistas e manuais, com o fito da obtenção do exclusivo do modelo mais recente no campo das idéias. (...) Todavia a erudição, para a qual não sentiam vontade nem tinha método, parecia-lhes apesar de tudo um dever. E por isso as suas dissertações consistiam sempre, fosse qual fosse o tema a ser tratado, numa evocação da história geral da humanidade, a partir dos macacos antropóides para terminarem, após algumas citações de Platão, Aristóteles e Comte, com uma paráfrase dum polígrafo viscoso cuja publicação tinha tanto mais valor quanto mais obscuro era e portanto maiores as possibilidades de não ser conhecido por mais ninguém”.(Ibid. p. 129-130).
O doloroso não é constatar que “nossos estudantes” de hoje possam manter resquícios da mentalidade presunçosa dos uspianos de 1935, mas ver que a atitude deles contaminou até os austeros estudantes europeus. O Ministro da Guerra, do Gabinete da Sra. Merkel, há poucas semanas, foi constrangido a exonerar-se, por se ter descoberto que sua tese de doutoramento foi feita irregularmente, sem assimilação intrínseca do conteúdo. O ex-Ministro  limitou-se a organizar uma compilação de citações extraídas de inúmeros autores, que nem sequer mereceram citação.
Neste momento, portanto, não são apenas os brasileiros que já sabem! Todo o mundo, inclusive os estudantes alemães aprenderam que é mais fácil apossar-se do pensamento alheio, do que tentar metabolizá-lo.
Voltemos ao Novo Catecismo!
Ele oferece páginas maravilhosas sobre a Oração.
Discorre sobre esse tema como dom de Deus e fruto íntimo do coração. Descreve a oração no Antigo Testamento, esclarecendo o valor dos Salmos (oração da assembléia). Fixa-se e na maneira de Jesus orar, no seu ensinamento do Pai-Nosso aos discípulos. Prossegue com belas reflexões sobre a oração de Maria (p. 673-674). O capítulo culmina com as cinco modalidades principais de oração: 1. A oração de adoração; 2. A oração de súplica; 3. A oração de intercessão; 4. A oração de ação de graças; 5. A oração de louvor.
Encontram-se outras sugestões nessas páginas, em especial o que é dito no parágrafo: “De que maneira é eficaz a nossa oração?” (Ib. p. 701).
O capítulo termina com uma meditação saborosa sobre a Oração do Senhor, o Pai-Nosso. (p.706-734).
Será possível a um católico ignorar tudo isso?
Como atenuante, devemos reconhecer um dado da vida contemporânea: ela ficou tão veloz que, de certo modo, condenou ao exílio a oração mental (principalmente, a meditação das Escrituras), e a oração vocal.  Vivemos num mundo de decibéis enlouquecidos. A rigor, nem nos ouvimos a nós mesmos.
No bojo desse furacão, será possível falar a Deus?
No entanto...é ali mesmo, no bojo desse furacão, que a oração necessita crescer. No rodopio dos shoppings, na barafunda das ruas, na algaravia dos mercados públicos!
Criticou-se muito (e não raro injustamente!) a Teologia da Libertação. Ela, porém, teve o mérito de chamar a atenção dos católicos para o compromisso social, de ter lembrado à comunidade cristã que seus membros são, também, almas encarnadas, situadas no espaço e no tempo, não podendo subtrair-se às tarefas terrestres, inclusive as que nos chocam devido às desigualdades sociais. Embora Cristo não tenha sido um político, como o Papa Bento XVI fez questão de frisar recentemente, Ele deixou aos seus fiéis incumbências políticas.
Talvez a oração, neste momento, precise lembrar aos católicos que tudo que se fizer sem ela se desmanchará no ar. O único Ar , que realmente salva, é o Sopro do Espírito Santo, que prefere a brisa silenciosa ao ruído ensurdecedor da agitação pública.
Sim, o Espírito Santo fala! Mas no silêncio do coração. Ou melhor: no silêncio de corações que se unem para orar.

ORAR HOJE: UM ANACROBISMO? (II)
Um dos fenômenos culturais mais estranhos da atualidade é a facilidade com que vamos esquecendo valiosas noções tradicionais, que são como seixos polidos pelas águas. Não é que nós os substituamos; não, o que ocorre é simplesmente um tsunami de desmemorias.
Esse fenômeno atingiu, de maneira especial, a consciência católica.
Demos um exemplo: a meditação.
A simples menção desse vocábulo causa estupor. São poucas as pessoas que seriam capazes de definir corretamente tal palavra.
Recorramos a um expert, o frade dominicano Paul Philippe, ex-professor do Instituto Teológico Angelicum, de Roma.
 Num ensaio sob o título: “A Oração na História”, esse especialista explica que a palavra latina meditatio, que na Bíblia serve para designar a prece interior (lembremo-nos do Evangelho de São Lucas, onde se lê que Maria “guardava a lembrança de todos esses fatos em seu coração” 2,51) procede de um verbo que, originalmente, designava exercícios físicos. Com o tempo, passou-se a reservar a palavra exercício para atividades corporais, e meditação, para atividades intelectuais.
Diz Frei Philippe: a meditação, do ponto de vista etimológico, designava os exercícios preparatórios dos militares e dos músicos, antes de se apresentarem. Meditação, em última análise, é assimilação do que o olho viu, do que o ouvido ouviu, e do que a memória reteve uma sorte de mastigação destinada à assimilação completa do conteúdo. Na linguagem especificamente bíblica, tanto do Antigo Testamento como do Novo, é uma reflexão silenciosa e prolongada sobre as Leis do Senhor, ou suas perfeições.
Frei Paul Philippe menciona o Salmo 63,7:
- Quando te recordo no meu leito, / passo vigílias meditando em ti (...)
O autor adverte que meditação não é uma especulação filosófica, nem tampouco uma ruminação intelectual. É uma reflexão de uma alma simples que ama a Deus.(VV. AA. L’Oraison. Paris, Les Éditions du Cerf, 1947. p .10-11).
Por sua vez, a palavra prece – tradução latina de um termo grego – significa pedido. Os autores cristãos, contudo, sob a influência do apologeta Tertuliano (ativo a partir de 195 d.C.), passaram a usar, também, a palavra oração que significava dirigir uma prece aos deuses, mas também pleitear uma causa, e em sentido genérico, discursar. A palavra oração tinha a vantagem de esclarecer as pessoas sobre o fato de que a oração não é só um pedido, mas um diálogo amoroso com Deus.
A definição:diálogo com Deus é antiqüíssima. O primeiro a empregá-la foi São Clemente de Alexandria (150-215 d.C.).
Posteriormente,um discípulo de São Clemente, Evágrio Pôntico IVd.C.), retomou essa expressão, ampliando-a: Oração é um diálogo do espírito com Deus, uma ascensão do espírito para Deus.(Ibid. p. 12).
O mesmo autor informa-nos que, a partir do século XII, começou-se a distinguir quatro tipos de oração: a leitura bíblica; a meditação (sobre a leitura); a prece, que acompanha a leitura; e finalmente, a contemplação, o ponto mais alto que se pode atingir, isto é, o saboreio espiritual da revelação divina. (Ibid. p. 23)
Não pretendemos compendiar, nesta crônica, os estudos que estão reunidos no belo livro por nós citado.
Preferimos ater-nos a alguns pensamentos da grande Mestra da Oração, a primeira mulher a ser proclamada Doutora da Igreja (em 1970, pelo Papa Paulo VI): Santa Teresa de Ávila(1515-1582).
Diz Frei Paul Philippe: “a doutrina inteira da Santa poderia ser considerada uma doutrina sobre a oração”. (Ib. p. 51).
Que nos seja permitida uma confissão pessoal: de tudo que lemos sobre a oração, consideramos as reflexões de Santa Teresa o mais valioso que colhemos para nossa vida:. Especialmente as seguintes:

I.      Há dias em que é difícil rezar:  
Deixo de lado certos períodos – diz Santa Teresa - em que, por maus humores – em especial em pessoas que têm melancolia – ou fraqueza de cabeça, por mais que se queira, nada se consegue fazer, ou em que Deus permite que haja grande turbulência em seus servos para o seu maior bem. Mesmo que não se aflija e procure aquietar-se, a pessoa não pode estar nem está atenta àquilo que diz, por mais que se esforce; o intelecto não se fixa em nada, parece frenético, de tal maneira está descontrolado. Quem assim está verá, devido ao sofrimento que lhe sobrevém, que não é culpado por isso. Não deve afligir-se, porque é pior, nem se cansar em querer trazer à razão quem não a tem, isto é, seu próprio intelecto; reze como puder ou até não o faça (“não reze”, lê-se em outra tradução), e procure aliviar a sua alma como a uma enferma, ocupando-se de outra obra de virtude. (Obras Completas de Teresa de Jesus. Caminho de Perfeição. Texto estabelecido por Fr. Tomás Alvarez, O.C.C. Coordenação: Frei Patrício Sciadini OCD. Tradução de Adail Ubirajara Sobral, Maria Stela Gonçalves e Madre Maria José de Jesus. São Paulo, Edições Loyola, 1995. p. 372. Cf. Tb. Obras Completas de Santa Teresa de Jesus. Caminho de Perfeição. 2 ed. Tradução do Carmelo do Coração Imaculado de Maria. Texto espanhol da edição de 1962 do P. Efrém da Mãe de Deus OCD. Aveiro, Edições “Carmelo”, 1978. p. 492).

II. Como falar com Deus:
Já sabeis que Deus está em toda parte. Pois claro está que, onde está o rei, está, como se diz, a corte, isto é, onde Deus está é o céu. Sem dúvida podeis crer que, onde está Sua Majestade, está toda a glória. Vede que Santo Agostinho falou que O procurou em muitos lugares e só veio a encontrá-Lo dentro de si mesmo. Pensais que importa pouco a uma alma dissipada entender essa verdade e ver que não precisa, para falar com seu Pai eterno ou para regalar-se com Ele, ir ao céu nem falar em altos brados? Por mais baixo que fale, Ele está tão perto que a ouvirá; do mesmo modo, ela não precisa de asas para ir procurá-Lo, bastando pôr-se em solidão e olhar para dentro de si, com grande humildade, falar-Lhe como a um Pai, pedir-Lhe como a um Pai, contar seus sofrimentos e pedir alívio para eles, compreendendo que não é digna de ser Sua filha.(Obras Completas de Teresa de Jesus. Caminho de Perfeição. Texto estabelecido por Fr. Tomás Alvarez OCD. p.381).

III. Rezar com menos palavras, e sem pressa:
Por serem tão amigas de falar e de dizer às pressas muitas orações vocais, como quem quer acabar logo sua tarefa – já que julgam bastante dizê-las todos os dias - ,mesmo que o Senhor lhes ponha o Seu reino nas mãos, não o recebem, pensando que com suas orações obtêm maior proveito e, assim, se distraindo.
Não façais isso, irmãs; ficai atentas quando o Senhor vos fizer essa graça. Vede que perdeis um grande tesouro e que fazeis muito mais com uma palavra proferida de quando em quando, do Pai-Nosso do que dizendo-o muitas vezes apressadamente. Aquele a quem pedir está muito perto de vós e não vos deixará de ouvir. Crede que aqui está o verdadeiro louvar e santificar o Seu nome: como pessoas da família, glorificais o Senhor e O louvais com mais afeto e desejo, parecendo que não podeis deixar de servi-Lo.” (Ibid. Caminho de Perfeição p. 395.).
Se os leitores desejarem um livro contemporâneo sobre a oração, leiam o precioso opúsculo de Jacques Loew: Na Escola da Oração ( Aprendendo a Orar com os Grandes Mestres da Oração) (São Paulo, Edições Paulinas, 1982). Seu autor foi um dos primeiros padres-operários da França. Posteriormente, quando a experiência se esgotou, Loew fundou as Escolas de Oração, que tiveram grande importância na renovação da espiritualidade européia.
No capítulo final de sua obra, Loew refere-se à famosa Oração do Coração, um método de exercício de prece oriental, chamado também de Filocalia, palavra que quer dizer: “amor à beleza”), pois Deus é considerado, não só o Ser Infinito, mas também a Infinita Bondade e a Infinita Beleza). Consiste basicamente em pronunciar uma breve jaculatória: Senhor Jesus, filho do Deus Vivo, tende piedade de mim!” É o grito do cego de Jericó (lc 18,38), e também a oração do Publicano:  Meu Deus, tende piedade de mim que sou pecador!”
Escreve Loew:
- Redizer isso ao longo de nossos dias é o que os Monges do Oriente chamam “a respiração do nome de Jesus”. Respira-se o nome de Jesus: é como o perfume do Cântico dos Cânticos que se espalha e gostamos de respirar. (Ibid. p. 279).
Loew cita um místico chamado Silouane, nascido na Rússia em 1866, que se tornou monge do Monte Athos em 1892:
- Se queres rezar em teu coração e não és capaz, mantém teu espírito atento ao que dizes. O Senhor, pouco a pouco, te dará a graça interior, e saberás rezar sem distrações. Não procures fazer a oração do coração através de meios técnicos; perturbarias teu coração e, no fim, rezarias apenas com os lábios. (...) A alma do humilde é como um mar; se alguém atira uma pedra ao mar, a superfície da água se perturba durante um instante, depois a pedra afunda no abismo. Assim, todo sofrimento é absorvido no coração do humilde, visto nele estar a força de Deus. (Ibid. p. 279-280).
Para nossa sorte, foram traduzidas no Brasil algumas obras fundamentais sobre a Oração de Jesus.
Sugiro aos leitores que tomem conhecimento de algumas delas:
I.      Um monge da Igreja Oriental: A Invocação do Nome de Jesus. São Paulo, Edições Paulinas, 1984.
II.   Pequena Filocalia. O Livro Clássico da Igreja Oriental.  São Paulo, Edições Paulinas, 1984.
III.      Michel Evdokimov: Peregrinos Russos e Andarilhos Místicos. Petrópolis, Editora Vozes, 1990.
IV. Autor Anônimo. Relatos de um Peregrino. São Paulo, ECE Editorial, 1978.
V.    Simeão, o Novo Teólogo. Oração Mística. São Paulo, Edições Paulinas, 1985.

Tendo por guias tais autores, veremos que orar – longe de ser um anacronismo – é uma das realidades mais estimulantes - e decisivas - para um católico do século XXI.

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